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17.04.2026

Melhores ETFs do S&P 500 para brasileiros em 2026

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O S&P 500 é o índice mais popular do mundo e uma das formas mais usadas por brasileiros para ter exposição às maiores empresas dos Estados Unidos.

No entanto, não é possível investir diretamente no índice. Ele é apenas uma "régua" que reflete o desempenho de 500 das maiores empresas americanas. Para replicá-lo, você precisa de um ETF (Exchange Traded Fund) que o acompanhe.

Neste artigo, apresentamos os melhores ETFs do S&P 500 para o investidor brasileiro, divididos em três grupos: ETFs na B3 em reais, BDRs de ETFs americanos e ETFs americanos comprados diretamente. Cada opção tem suas vantagens em custo, liquidez, tributação e praticidade.

O que é um ETF do S&P 500?

Um ETF é um fundo de investimento cuja função é seguir um índice de referência. No caso dos ETFs do S&P 500, o objetivo é reproduzir o desempenho do índice, permitindo investir em 500 das maiores empresas dos EUA através de um único produto. Isso traz diversificação imediata com custos muito baixos.

Opção 1: Melhores ETFs do S&P 500 na B3 (em reais)

A B3 tem três ETFs locais que seguem o S&P 500. Todos podem ser comprados por qualquer corretora brasileira (Rico, Clear, XP, Inter, NuInvest, BTG, etc.).

Ticker Nome do fundo Gestora Taxa de administração Patrimônio
IVVB11 iShares S&P 500 FIC de FI BlackRock Brasil 0,23% a.a. ~R$ 6,2 bi
SPXI11 It Now S&P 500 Itaú Asset ~0,21% a.a. Médio
SPXB11 BTG Pactual S&P 500 BTG Pactual Variável Menor

O IVVB11 é disparado o mais popular e líquido. Gerido pela BlackRock Brasil, investe no mínimo 95% do patrimônio em cotas do IVV (o ETF americano que replica o S&P 500). Todos os três não distribuem dividendos - os rendimentos são reinvestidos automaticamente no próprio fundo, o que traz benefícios fiscais via diferimento de IR.

Opção 2: BDRs de ETFs americanos (B3, em reais)

Os BDRs de ETFs são certificados negociados na B3 em reais que representam cotas de ETFs americanos. A grande vantagem é que você acessa a taxa de administração muito menor dos ETFs originais, pagando em reais.

Ticker (B3) ETF original Gestora Taxa do ETF Dividendos
BIVB39 IVV (iShares Core S&P 500) BlackRock 0,03% a.a. Distribui
BSPX39 SPY (SPDR S&P 500 ETF Trust) State Street 0,09% a.a. Distribui
BVOO39 VOO (Vanguard S&P 500 ETF) Vanguard 0,03% a.a. Distribui

Os BDRs têm taxa de administração muito menor que os ETFs brasileiros, mas menor liquidez que o IVVB11. Como distribuem dividendos, estes são tributados via carnê-leão (tabela progressiva do IR).

Opção 3: ETFs americanos direto nos EUA

Para quem quer investir diretamente nos ETFs originais (via corretora internacional como Avenue, Nomad, Inter Global ou Interactive Brokers), os três principais são:

Ticker Nome Gestora Taxa Patrimônio
IVV iShares Core S&P 500 ETF BlackRock 0,03% a.a. +US$ 500 bi
VOO Vanguard S&P 500 ETF Vanguard 0,03% a.a. +US$ 1 trilhão
SPY SPDR S&P 500 ETF Trust State Street 0,09% a.a. +US$ 600 bi

O VOO e o IVV têm a taxa mais baixa (0,03% a.a.). O SPY é mais usado por traders ativos, pela altíssima liquidez para opções e day trade.

Qual o melhor ETF do S&P 500 para o brasileiro?

Depende do seu objetivo e tamanho dos aportes:

  • Máxima simplicidade e aportes mensais pequenos: IVVB11 na sua corretora brasileira é imbatível. Tudo em reais, sem câmbio, sem IOF.
  • Menor custo possível ainda em reais, com dividendos: BIVB39 (BDR do IVV) ou BVOO39 (BDR do VOO), com taxa de apenas 0,03% a.a.
  • Aportes maiores, quer dolarizar o patrimônio: IVV ou VOO direto via Avenue, Nomad, Inter Global ou IBKR. Você detém o ativo em dólar, no exterior.
  • Traders que fazem day trade e opções: SPY direto nos EUA, pela liquidez única.

IVVB11 vs. IVV: qual a diferença?

Característica IVVB11 (B3) IVV (EUA)
Moeda Real Dólar
Taxa de administração 0,23% a.a. 0,03% a.a.
Dividendos Reinvestidos automaticamente Distribuídos trimestralmente
IOF / câmbio Não Sim (IOF 0,38% + spread)
Declaração no IR Renda variável nacional Bens e direitos no exterior
Onde comprar Qualquer corretora BR Corretora internacional

Critérios para escolher um ETF

Ao escolher um ETF do S&P 500, considere:

  • Taxa de administração: quanto menor, melhor. No longo prazo, diferenças de 0,2% podem representar dezenas de milhares de reais.
  • Patrimônio líquido: prefira fundos grandes (maior liquidez, menor risco de encerramento).
  • Liquidez no book de ofertas: ETFs com volume diário alto têm spreads menores entre compra e venda.
  • Política de dividendos: acumulação (IVVB11) ou distribuição (BIVB39, IVV).
  • Método de replicação: prefira replicação física (o ETF compra as ações) a sintética (usa derivativos).

Onde comprar ETFs do S&P 500 no Brasil

Para IVVB11 e BDRs (BIVB39, BVOO39, BSPX39), pode usar qualquer corretora brasileira. As mais populares com corretagem zero em renda variável:

  • Rico: corretagem zero, home broker intuitivo, bom conteúdo educacional.
  • Clear: corretagem zero em toda renda variável, focada em traders ativos.
  • Inter: corretagem zero, integração total com a conta digital.
  • NuInvest: corretagem zero em ações, interface minimalista.
  • XP Investimentos: pacote completo com research premium.
  • BTG Pactual Digital: corretagem zero com a robustez de um banco de investimento.

Para ETFs americanos diretos (IVV, VOO, SPY), use uma corretora internacional:

  • Avenue: a mais popular entre brasileiros, com interface em português.
  • Nomad: corretagem zero, spread cambial a partir de 1%.
  • Inter Conta Global: integrada com o app do Inter, corretagem zero.
  • XP Internacional: para quem já é cliente XP (mínimo de US$ 10 mil).
  • Interactive Brokers: a mais completa e barata, ideal para aportes maiores.

Tributação no Brasil

ETFs brasileiros (IVVB11, SPXI11, SPXB11)

  • 15% sobre o ganho de capital (20% em day trade).
  • Sem isenção de R$ 20 mil (diferente das ações).
  • Recolhimento via DARF no mês seguinte à venda.
  • Sem tributação sobre dividendos (são acumulados no fundo).

BDRs de ETFs (BIVB39, BVOO39, BSPX39)

  • 15% sobre ganho de capital.
  • Dividendos tributados na tabela progressiva via carnê-leão.

ETFs americanos diretos (IVV, VOO, SPY)

  • 15% a 22,5% sobre ganho de capital (tabela progressiva de exterior).
  • Isenção em vendas mensais até R$ 35 mil no conjunto do exterior.
  • Dividendos: 30% retido pelos EUA + 15% no Brasil (Lei 14.754/2023).

Conclusão

Para a grande maioria dos brasileiros, o IVVB11 é o caminho mais simples para investir no S&P 500 - tudo em reais, pela sua corretora habitual, sem precisar lidar com câmbio ou declarar bens no exterior.

Para quem busca menor custo possível mantendo a operação na B3, os BDRs (BIVB39, BVOO39) são imbatíveis - taxa de apenas 0,03% a.a.

E para quem tem aportes maiores ou quer dolarizar o patrimônio como parte de uma estratégia de longo prazo, investir diretamente nos ETFs americanos via Avenue, Nomad ou IBKR faz todo o sentido.

Não existe uma escolha única. Existe a escolha que faz sentido para o seu momento e objetivos.

Aviso: Este conteúdo é meramente informativo e não constitui recomendação de investimento. Rentabilidade passada não garante resultados futuros. Antes de investir, faça sua própria análise e, se necessário, consulte um profissional certificado.

Autor
O Franklin é formado em Economia e mestre em Finanças. Concluiu o nível II do CFA e conta com cerca de três anos de experiência em gestão de patrimônios, como analista de carteiras e fundos de investimento na Golden Wealth Management. Criou o canal de YouTube "Edge Over Hedge" sobre educação financeira. É o nosso Warren Buffett - embora mais jovem.