

Aviso: os criptoativos são investimentos altamente especulativos e podem resultar em perda total do capital. Este conteúdo é meramente informativo e não constitui recomendação de investimento.
Em janeiro de 2024, a SEC (CVM dos EUA) aprovou os primeiros ETFs de Bitcoin "à vista" (spot), permitindo que investidores globais pudessem ter exposição direta ao preço do Bitcoin através de fundos cotados em bolsa. Um ano depois, o mercado brasileiro já tem uma oferta robusta de ETFs de criptoativos listados diretamente na B3.
No Brasil, o investidor tem três formas principais de investir em Bitcoin via mercado regulado: ETFs de Bitcoin na B3 (mais simples, corretagem zero, em reais), BDRs de ETFs americanos (ex: IBIT39, FBTC39) e compra direta em exchanges (Mercado Bitcoin, Binance, Coinbase).
Neste artigo, analisamos os melhores ETFs de Bitcoin disponíveis para brasileiros em 2026, comparando taxas, liquidez, gestores e características principais.
ETFs de Bitcoin na B3
A B3 foi uma das primeiras bolsas do mundo a listar ETFs de criptoativos. A Hashdex foi a pioneira, seguida por outras gestoras. Todos estes ETFs são regulados pela CVM e custodiados na B3 - mesma segurança operacional de um ETF de ações.
1. HASH11 - Hashdex Nasdaq Crypto Index
O pioneiro dos ETFs de cripto no Brasil (listado em 2021). Não é puramente Bitcoin - é um índice diversificado que inclui BTC, ETH e outras principais criptomoedas.
- Composição: cerca de 70% Bitcoin, 20% Ethereum, 10% outras (Solana, Cardano, etc.).
- Taxa de administração: 1,30% a.a.
- Gestor: Hashdex.
- Liquidez: a melhor entre os ETFs de cripto da B3.
2. BITH11 - Hashdex Bitcoin FI
ETF 100% Bitcoin, também da Hashdex.
- Taxa de administração: 0,50% a.a.
- Gestor: Hashdex.
- Vantagem: taxa mais baixa que o HASH11 para quem quer só Bitcoin.
3. QBTC11 - QR Capital Bitcoin ETF
Outro ETF 100% Bitcoin, oferecido pela QR Capital.
- Taxa de administração: 0,75% a.a.
- Gestor: QR Capital.
4. ETHE11 - Hashdex Ethereum FI
Para quem quer exposição direta ao Ethereum (não é Bitcoin, mas vale mencionar).
- Taxa de administração: 0,75% a.a.
BDRs de ETFs americanos de Bitcoin
Em 2024-2025, os grandes ETFs spot de Bitcoin americanos passaram a ter BDRs listados na B3. Isso permite comprar (em reais, pela sua corretora brasileira) exposição aos ETFs que são os maiores veículos de Bitcoin do mundo.
BITI11 / IBIT39 - BDR do iShares Bitcoin Trust (IBIT)
BDR do IBIT, o maior ETF de Bitcoin do mundo, gerido pela BlackRock, com mais de US$ 60 bilhões sob gestão.
- Taxa (ETF original): 0,25% a.a.
- Vantagens: liquidez gigantesca no subjacente, gestão BlackRock.
- Desvantagem: taxa extra pela estrutura BDR (cerca de 0,30% adicional).
FBTC39 - BDR do Fidelity Wise Origin Bitcoin Fund
BDR do FBTC da Fidelity, segundo maior ETF de Bitcoin dos EUA.
Tabela comparativa
| ETF / BDR | Exposição | Taxa de administração | Gestor |
|---|---|---|---|
| HASH11 | Diversificada (cripto) | 1,30% a.a. | Hashdex |
| BITH11 | 100% Bitcoin | 0,50% a.a. | Hashdex |
| QBTC11 | 100% Bitcoin | 0,75% a.a. | QR Capital |
| ETHE11 | 100% Ethereum | 0,75% a.a. | Hashdex |
| IBIT39 (BDR) | 100% Bitcoin (via IBIT) | 0,25% a.a. (+ BDR) | BlackRock |
Dados de referência em abril de 2026. Consulte sempre as fichas oficiais de cada gestor.
Como escolher o melhor ETF de Bitcoin?
1. Taxa de administração
Com o passar dos anos, a taxa tem impacto significativo. BITH11 da Hashdex (0,50%) é o mais competitivo entre os ETFs puros de Bitcoin na B3.
2. Liquidez
HASH11 tem a melhor liquidez da B3 no segmento. Para quem pretende negociar com frequência ou ter grandes volumes, é uma consideração importante. Os BDRs de IBIT e FBTC também têm boa liquidez.
3. Pureza da exposição
Se você quer só Bitcoin, escolha BITH11, QBTC11, IBIT39 ou compra direta. Se quer exposição diversificada a criptoativos, HASH11.
4. Gestor e regulação
Todos os ETFs na B3 são regulados pela CVM com custódia B3. BDRs de IBIT e FBTC combinam regulação brasileira com gestores globais de primeira linha (BlackRock, Fidelity).
ETF de Bitcoin vs compra direta na exchange: qual é melhor?
ETF de Bitcoin - vantagens
- Simplicidade: compra pelo home broker da sua corretora (Rico, Inter, Nubank, XP), como qualquer ação.
- Corretagem zero na maioria das corretoras brasileiras.
- Custódia delegada: não precisa gerenciar wallets nem seed phrases.
- Declaração de IR simplificada: tratamento igual a qualquer ETF.
- Custódia B3: mesma segurança operacional das ações.
ETF de Bitcoin - desvantagens
- Taxa de administração (0,25% a 1,30% a.a.) - na compra direta, não há taxa recorrente.
- Horário limitado: ETFs só negociam no pregão B3 (10h-18h), enquanto Bitcoin negocia 24/7.
- Você não detém o Bitcoin - "not your keys, not your coins".
- IR sobre ganho de capital: 15% sobre lucro na venda (sem isenção de R$ 20 mil).
Compra direta em exchange - vantagens
- Posse real do Bitcoin - você controla as chaves.
- Negociação 24/7: pode operar a qualquer hora.
- Isenção de IR até R$ 35 mil/mês em vendas: vantagem fiscal significativa.
- Sem taxas recorrentes (só comissão na compra/venda).
- Transfere para cold wallet: máxima segurança para longo prazo.
Compra direta em exchange - desvantagens
- Gestão das chaves: perder seed phrase = perder tudo.
- Mais complexidade operacional: exchange, wallet, KYC, taxas de rede.
- Declaração de IR separada: IN 1888 exige reporting mensal para valores acima de R$ 30 mil/mês em exchanges estrangeiras.
Tributação de ETFs de Bitcoin no Brasil
Os ETFs de criptoativos na B3 seguem as regras de ETFs comuns:
- 15% de IR sobre ganho de capital (20% em day trade).
- Sem isenção de R$ 20 mil mensais (esta isenção vale só para ações).
- Recolhimento via DARF, código 6015, até o último dia útil do mês seguinte.
Para compra direta de Bitcoin em exchanges:
- Vendas até R$ 35 mil/mês: isentas de IR.
- Acima disso: 15% a 22,5% progressivo sobre ganho de capital.
- Recolhimento via DARF, código 4600.
Esta diferença fiscal é importante - a compra direta pode ser fiscalmente mais eficiente para vendas abaixo de R$ 35 mil/mês.
Como comprar um ETF de Bitcoin pela sua corretora
Processo é idêntico ao de qualquer outra ação na B3:
- Abra conta em qualquer corretora (Rico, Inter, Nubank, XP, BTG, Clear).
- Transfira via PIX.
- Pesquise pelo ticker (ex: HASH11, BITH11).
- Digite a quantidade e preço. Use o mercado fracionário (ticker com "F" no final, ex: HASH11F) para comprar a partir de 1 cota.
- Confirme. Liquidação em D+2 como em qualquer ação.
Conclusão: qual ETF de Bitcoin escolher?
Para a maioria dos investidores brasileiros:
- Quer simplicidade e exposição 100% Bitcoin: BITH11 (menor taxa entre os puros de Bitcoin) ou IBIT39 (BDR do maior ETF mundial).
- Quer exposição diversificada a cripto: HASH11 (pioneiro, melhor liquidez).
- Quer só Ethereum: ETHE11.
- Prefere posse real e tem horizonte longo: compra direta em exchange (Mercado Bitcoin, Binance, Coinbase) e transfira para cold wallet (Ledger, Trezor).
Qualquer que seja a escolha, lembre-se: criptoativos são investimentos de altíssima volatilidade e risco. Invista apenas o que está disposto a perder. Para patrimônios maiores, considere uma alocação modesta (5-10% no máximo) em criptomoedas, dentro de uma carteira diversificada.
Aviso: Este conteúdo é meramente informativo e não constitui recomendação de investimento. Rentabilidade passada não garante resultados futuros.




